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A irresponsabilidade Norte-Americana

É já mundialmente conhecida a mistura de bestialidade e de pés e mãos ao redor de uma ideia de Trump para um tratamento que pensava poder ser eficaz para ajudar a extirpar a COVID-19. Como facilmente se percebe, nenhum cientista com um ínfimo de credibilidade poderia defender uma tal ideia, verdadeiramente só de um mundo desconhecido. E o resultado foi o que se viu: ausentaram-se daquela conversa própria de um louco.

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Ontem mesmo, na sua mais recente aparição junto dos jornalistas, a fim de expor o seu pensamento sobre o estado da COVID-19 no seu país, e alinhavando o que diz ser a sua estratégia para a reabertura da vida normal nos Estados Unidos, Donald Trump surgiu sem a presença dos cientistas que o costumam acompanhar e o aconselham, ingloriamente, sobre o tema.

É já mundialmente conhecida a mistura de bestialidade e de pés e mãos ao redor de uma ideia de Trump para um tratamento que pensava poder ser eficaz para ajudar a extirpar a COVID-19. Como facilmente se percebe, nenhum cientista com um ínfimo de credibilidade poderia defender uma tal ideia, verdadeiramente só de um mundo desconhecido. E o resultado foi o que se viu: ausentaram-se daquela conversa própria de um louco.

Perante tal inultrapassável realidade, Trump veio anunciar ontem que deixaria de participar nas conferências de imprensa sobre a situação da pandemia nos Estados Unidos. E escreveu depois, no Twitter, que tais conversas não valem o tempo e o esforço. E como o tempo é curto, bom, resta o esforço, qualidade que reconhecemos, quase universalmente, como muito desenvolvida em Donald Trump.

Mas Trump foi ainda mais explícito, colocando esta questão profunda: qual é o propósito de ter conferências de imprensa na Casa Branca, quando a imprensa apenas coloca perguntas hostis e depois se recusa a relatar a verdade ou os factos com precisão?! No fundo, o que aquela imprensa hostil faz é lançar aos americanos fake news.

No meio de tudo isto, estando-se, portanto, nos Estados Unidos, a verdade é que parece que já mais de cem pessoas deram entrada em centros hospitalares nos Estados Unidos, por terem seguido as sugestões de Donald Trump sobre a ingestão de desinfetante como forma de tratar a COVID-19. É o que no-lo disse o New York Daily News. Mas mais: foram registadas várias chamadas para a linha de emergência do estado de Maryland, no sentido de obter conselhos sobre o uso de produtos desinfetantes para tratar a COVID-19. Uma novidade absoluta na História Mundial.

Nestas circunstâncias, as autoridades realmente sabedoras do que está em jogo, certamente em pânico, conhecendo bem a estrutura cultural e mental da grande maioria dos norte-americanos, por rápido vieram a terreiro informar que em nenhuma circunstância deve ser ingerido qualquer produto desinfetante, seja através de injeções, ingestão ou qualquer outra forma. Bom, caro leitor, o absolutamente inimaginável! E num país que anseia por ser o comando do mundo!! E responsabilidades? Ah, nada!!!

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Fonte desta notícia: Este texto é da exclusiva responsabilidade do autor Hélio Bernardo Lopes

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