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53% dos portugueses não têm capacidade financeira de poupar para a reforma

Os dados apontam que os portugueses são os que tem mais interesse em poupar para a reforma, mas não dispõem de capacidade financeira. Adicionalmente, a amostra revela que os portugueses que não estão a poupar para a reforma, está acima da média europeia.

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Enquadrado na Semana Mundial do Investidor 2020, promovida pela CMVM, cujo tema deste ano é “Conheça Primeiro, Invista Depois”, teve lugar o Webinar da Associação Portuguesa de Seguradores (APS), sob o mote “Demografia, Pensões e Poupança para a Reforma”, uma iniciativa realizada online, que contou com a presença do Presidente do Conselho Económico e Social, Francisco Assis.

Com o objetivo de promover uma reflexão alargada sobre os resultados do estudo europeu de pensões, realizado pela Insurance Europe, foram abordadas as tendências europeias em relação à capacidade de poupança para a reforma, com enfoque sobre os indicadores nacionais, num contexto no qual a pandemia está a ter importantes efeitos nas finanças das famílias.

Os resultados do inquérito, realizado a 10 000 indivíduos, em 10 países europeus, revelam que Portugal supera a média europeia em vários indicadores. Mais precisamente, 53% dos portugueses afirmaram que têm interesse em começar a poupar para reforma, embora não tenham condições financeiras no momento. Com este percentual Portugal assume a liderança neste ranking, que conta com uma média europeia de 42%. Adicionalmente cerca de 45% dos inquiridos indicaram que não estavam a realizar poupanças privadas para a reforma, um valor também à cima da média da europa de 43%.

De sublinhar que 35% dos inquiridos a nível nacional revelaram que planeiam poupar para a reforma num futuro próximo – um percentual de relevo, tendo em conta que a média europeia para este indicador é de 20%.

Destaque ainda para os parâmetros relacionados com a segurança do investimento realizado, com resultados para Portugal também acima das médias europeias. Segundo o estudo, 76% dos portugueses afirmaram que preferem receber pelo menos o total do valor investido e possivelmente um pouco mais, já a nível europeu, este percentual é de 73%.

Em sentido contrário, apenas 36% da amostra nacional revela estar disposta a pagar por uma proteção, caso viva mais anos do que inicialmente esperado. Portugal é o país com menor frequência para este indicador e posiciona-se no final da tabela dos 10 países analisados, na qual a média europeia é de 43%.

Com base nestes resultados, vários oradores de referência nacional e internacional, apresentaram os seus contributos durante o encontro, no qual foi desenvolvido um amplo debate sobre alternativas que permitam viabilizar melhores níveis de segurança financeira na senioridade.

Através de uma abordagem multissetorial, a iniciativa contou com a intervenção de Francisco Assis, Presidente do Conselho Económico e Social, Margot Jilet Vesentini, Policy Advisor Pensions, Insurance Europe e oradores como Maria João Valente Rosa, Professora do Departamento de Sociologia da Universidade Nova de Lisboa, Fernando Alexandre, Professor de Economia, Universidade do Minho e Nelson Machado, CEO Ocidental e Ageas Vida e Pensões e Presidente da Comissão Técnica Vida – APS.

“Os resultados do estudo da Insurance Europe sobre Pensões e Reformas para Portugal revelam uma realidade sobre a qual é preciso refletir, mas também é preciso apontar direções, que permitam criar segurança financeira e uma melhor qualidade de vida para a senioridade. A atual conjuntura económica, na qual a pandemia de covid 19 expôs as fragilidades da população envelhecida, não só em Portugal, mas em toda europa, torna este o momento oportuno para que esta reflexão seja também traduzida em medidas, capazes colmatar as vulnerabilidades atuais, para um futuro melhor”, refere José Galamba de Oliveira, presidente da APS.

Ainda de acordo com José Galamba de Oliveira, “os dados, agora apresentados, revelam que existe uma importante apetência dos portugueses em poupar para a reforma e a APS, enquanto representante do setor segurador, tem o papel de promover iniciativas, como esta, que viabilizem a criação de soluções integradas, alicerçadas em posições dos diferentes quadrantes da sociedade e que contribuam para uma sociedade mais inclusiva.”

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